Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Do inferno ao Paraiso


Sou o Hélio, tenho vinte e nove anos e moro no Alentejo. Sou armazenista e distribuidor de equipamento informático, com uma pequena loja. Desloco-me com frequência ao Algarve onde tenho a maioria dos clientes, fazendo com que ande sempre em correrias de um lado para o outro.
Aqui há uns meses atrás, vinha eu de Lagos, passava perto do recinto do Festival de Rock da Zambujeira do Mar, a música que se ouvia no rádio era forte e ritmada, instigando a pisar o acelerador. Reduzi para terceira, controlando a curva; à saída acelero, quarta, acelerador a fundo; quinta e lá vai o meu Mégane. Cento e trinta quilómetros por hora. Acendo um cigarro. Ao longe, um carro segue na mesma direcção. Mais uns segundos e ultrapasso. De repente apercebo-me que me aproximo demasiado depressa. O outro está a travar, parece que vai parar. Reduzo freneticamente. Ele começa a virar à esquerda para um caminho de terra batida. Terceira, travão a fundo, travão de mão, entro em derrapagem. Vou direito ao outro que já está meio atravessado. Não consigo parar e não tenho por onde desviar. Cinquenta quilómetros por hora. Firmo as mãos no volante e preparo-me para o embate. Impacto. Bato mesmo na esquina do outro carro, virando-o para o outro sentido. Fecho os olhos. Dores no peito, dores nos braços e pernas, mas devo estar inteiro. Lembro-me que vinha a fumar. Procuro o cigarro caído no tapete. Piso-o, apagando-o. Tento abrir a porta, que para meu espanto se abre facilmente. Vou espreitar os estragos na frente do meu carro. Apanhou a pancada mesmo ao meio e está tudo partido. Olho para o local onde deveria estar o outro carro, um Renault 5, vermelho. Nada. A poeira assentava no caminho de terra batida. Tinha fugido.
Telefono para a GNR e para a seguradora. Vão enviar uma patrulha e um reboque, respectivamente. Telefono também a Bruna, para a avisar do sucedido, afinal o carro está em nome dela. Já devíamos ter posto o carro em nome da firma, mas íamos sempre adiando.
Enquanto o rapaz procedia para colocar o carro em cima do reboque, segui no jipe da GNR pela estrada de terra batida por onde o Renault 5 desaparecera. Mas foi em vão. Vários caminhos partiam daquele que seguíramos e várias cancelas cortavam outros tantos. A noite começou a escurecer o caminho e resolvemos desistir. No dia seguinte eu mesmo iria prosseguir as buscas.
...
No dia seguinte, quando ligaram da oficina, quase que desmaiava: quinze dias e cerca de três mil euros para a reparação.
Telefonei ao João e ele emprestou-me o seu carro. Meti-me ao caminho e voltei a percorrer a estrada onde o outro carro desaparecera. Desta vez encontrei uma cancela aberta e resolvi ir dar uma espreitadela. Após uma curva a casa da propriedade ficou visível. Parei em frente da porta e comecei a procurar. Ao lado da casa havia um telheiro onde estavam dois carros. Um era o Renault 5! Tinha a traseira um pouco amassada no sítio onde eu batera. Dirigi-me para a porta de entrada e toquei a campainha. Nada. Bati, com força, na porta.
– ‘Tou indo, ‘tou indo.
A voz era feminina e tinha sotaque brasileiro.
Quando a porta se abriu fiquei sem fala e esqueci tudo o que tinha preparado para dizer e fazer: descalça, aquela morena, na casa dos vinte e cinco, vestia apenas uma t’shirt e umas minúsculas cuecas. Os seios, firmes e redondos, eram coroados por uns mamilos eriçados e escuros que a camisola não conseguia disfarçar. Ela não parecia muito incomodada.
– Vai ficar olhando é?
– Desculpe, mas não esperava...
– Ora, ainda é cedo. Só atendemos depois do jantar e com marcação. Como descobriu esta casa?
Era um bordel!
– Não. Procuro o dono daquele Renault 5 que está no telheiro.
Ela ficou apreensiva. Perguntou se havia algum problema. Expliquei o sucedido e avisei:
– Olhe! Ou se resolve já o problema ou ligo para a polícia.
– Espere. Entre por favor.
Hesitei. Disse-lhe que o dono do carro em que eu viera e outras pessoas sabiam onde eu estava. Ela riu-se.
– Não se preocupe. Vamos só falar com Susana. Ela que é a dona do carrinho vermelho. Eu sou a Iracy.
Entrei para o pequeno hall de entrada que tinha apenas uma credência com um telefone em cima. Ao lado um cabide para casacos encontrava-se vazio. Vislumbrei a cozinha, pequena, apenas com o essencial. Entrámos na sala, grande, com vários sofás e puffes. Uma lareira na parede de fundo e na parede oposta um bar que mais parecia o bar de uma discoteca. A casa fora completamente remodelada para servir os propósitos de um pequeno bordel. Do outro lado da sala uma porta dava para um pequeno corredor onde havia quatro portas. Eram os quartos. A primeira do lado direito estava aberta e a cama vazia. Era o quarto da que me abrira a porta. Fomos até à última porta da esquerda. Não bateu. Abriu a porta e acendeu a luz. Voltei a abrir a boca feito parvo.
– Susana? – chamou ela.
– Muito cedo – reclamou esta.
O sotaque era da Europa de Leste e pertencia a uma loura fenomenal que eu duvidava ter mais de vinte anos. Vestia apenas umas cuecas pretas, rendadas, e dormia destapada.
– Não é cliente não. É o dono do carro de ontem.
Se ela estava com sono passou-lhe imediatamente. Sentou-se na cama e esfregou os olhos. Os seios eram pequenos e tinha os mamilos cor-de-rosa.
– Vamos resolver o assunto – continuou a brasileira. – Não podemos ter cá a polícia fazendo perguntas. Se veste e vem p’rá sala. Te aguardamos.
Sentámo-nos num sofá e aguardámos.
Iracy explicou como funcionava o bordel. Tinham anúncio no jornal e organizavam festinhas. Eram quatro, as outras duas também eram brasileiras. Faziam bom dinheiro e a última coisa que queriam era ter a polícia a fazer perguntas.
Susana sentou-se. Vestia agora um roube de cetim, muito curto, branco. Traçou as belas pernas. Começou por pedir desculpas por ter agido sem pensar. O carro ainda não estava em nome dela e não tinha seguro. Iracy prontificou-se a pagar os três mil euros, desde que Susana fosse pagando uma parte todos os meses. Só que não tinha cheques e teria de ir ao banco comprar um. No dia seguinte às dezasseis horas eu poderia lá aparecer para me darem o cheque. Fiquei um pouco apreensivo, mas pouco mais podia fazer e concordei.
No dia seguinte lá estava eu a tocar a campainha à hora combinada. Iracy levou-me para a sala onde estavam as outras três mulheres. Todas vestiam lingerie sexy. Calculei que se preparassem para começar a receber clientes.
Iracy usava um corpete preto e umas cuecas, a fazer conjunto, tipo calção em renda. Susana vestia um body vermelho todo rendado e umas meias de liga brancas. Márcia, morena com um peito descomunal, vestia um corpete azul-escuro que lhe apertava os seios, levantando-os e fazendo com que parecessem maiores e umas cuecas fio dental, conjunto do corpete. Ivete, da mesma idade de Susana, também loura, usava uns calções de cetim branco e um top muito leve, do mesmo tecido, de alças, deixando adivinhar uns seios em formato de laranjas. O quadro era tal que não consegui disfarçar o meu estado de excitação. Só queria o cheque para poder ir embora.
Iracy escrevia. Estava a passar o cheque. Disse-lhe o meu nome à pergunta se iria ao portador.
– Aqui tem o cheque
Verifiquei o respectivo valor. Estava tudo em ordem.
– Mas isso não paga as dores de cabeça que você teve – continuou ela com um largo sorriso, passando o seu indicador pelo meu nariz e descendo, aflorando-me os lábios com aquele dedo maroto.
Fiquei rodeado pelas quatro belas mulheres.
– Você vai ter um bónus...
Fui despido por oito mãos macias, enquanto quatro bocas sedosas me beijavam todas as partes do meu corpo.
Deitaram-me num dos puffs. Fiquei com os pés e a cabeça no tapete macio que forrava o soalho e os quadris elevados. Duas delas concentraram as suas atenções no meu membro erecto. Outra beijava-me os mamilos passando a sua língua sedosa. Não sei quais me faziam o quê pois Iracy pusera-se de cócoras sobre a minha cara, oferecendo-me a sua doce vagina, quase toda depilada; apenas um risco de pêlos no monte-de-vénus. Esta posição incómoda não durou muito tempo. Em menos de um minuto eu era despojado dos meus líquidos seminais que alguém engoliu. Também não consegui ver quem foi.
Fui levado para um dos sofás onde me sentaram. Susana e Ivete trataram de devolver a dignidade ao meu mastro, enquanto Iracy e Márcia se envolviam num sessenta e nove. A cena lésbica, bem como as atenções das outras duas mulheres, rapidamente devolveram o esplendor ao meu pénis. Colocaram-me um preservativo e Susana empalou-se no meu mastro, oferecendo-me os seios que beijei sofregamente, mordiscando levemente os mamilos rosados. Ivete acariciava-me os testículos com a língua húmida e quente. Susana abrandou a cavalgada e senti algo estranho. Ivete introduzira dois dedos no ânus da amiga e pressionava-me o pénis. Susana delirava, gemendo e arfando. Olhei o par no tapete macio. Márcia e Iracy haviam mudado de posição e estavam agora a esfregar as vulvas uma na outra numa posição sensual Puxavam as pernas da companheira aumentando assim a pressão que faziam no clitóris. Rapidamente atingi o orgasmo. Toda esta cena; a pressão que os dedos de Ivete no ânus de Susana faziam e as contracções desta fizeram-me gritar de prazer e inundar o preservativo.
Fiquei esgotado com a violência deste segundo orgasmo.
Iracy retirou-me o preservativo e lambeu-me o pénis flácido, provocando-me espasmos de um prazer misturado com dor. Estava todo suado e pedi para tomar um banho. Indicaram-me o primeiro quarto.
Quando regressei, disposto a vestir-me, pegar no cheque e partir, deparo-me com um quadro lésbico que me devolveu o vigor. As quatro mulheres faziam uma roda, deitadas no tapete grande, e lambiam-se mutuamente no sexo. Quando me viram excitado, pararam com as brincadeiras e voltaram a centrar as suas atenções na minha pessoa. Márcia saiu da sala e voltou com um strapon já colocado.
– Eh... nada disso... Não quero essa coisa em mim!
– Não é p’ra você não...
Todas riram da minha cara de pânico.
Márcia sentou-se no sofá e empinou o falo artificial. Susana sentou-se, enterrando-o todo de uma vez. Iracy colocou-se por trás do sofá, humedeceu dois dedos com saliva e penetrou o ânus de Susana. Quando achou que estava suficientemente relaxado afastou-lhe as nádegas. Ivete colocou-me um preservativo com a boca e apontou-me ao buraco traseiro de Susana. Aos pouco, todo o comprimento do meu membro foi engolido pelo buraco apertado de Susana. Ivete lambia e beija-me os testículos. Iracy beijava Susana num linguado profundo enquanto Márcia sugava os mamilos desta última. Susana estremecia de prazer. Ivete trocou a língua por uma mão macia e lambia-me agora a entrada do orifício anal, pressionando, tentando forçar a entrada com a língua. Soube-me tão bem que fiquei de tal modo excitado que senti o terceiro orgasmo a aproximar-se. De repente a língua de Ivete é substituída por um dedo que se introduz no meu corpo. Contraí de tal modo o ânus que aquele dedo mais parecia o strapon de Márcia. Mas o orgasmo foi tão intenso que se não fosse Iracy a segurar-me pelos ombros, teria caído para o chão.
Quando consegui recuperar um pouco fui tomar outro banho.
Regressei à sala e já as quatro deusas do prazer envergavam os seus roupões. Vesti-me, peguei no cheque e encaminhei-me para a porta da rua, seguido por todas elas.
Já na rua agradeci a todas e em especial a Iracy. Esta sugeriu que voltasse sempre que quisesse. Disse que sim, mas não sabia se regressaria.
– Tanto tempo para ir buscar um cheque? – indagou Bruna quando cheguei à loja.
– Não queiras saber a confusão que foi ¬– respondi. - Estava a ver que tinha de chamar a polícia.
Quinze dias depois fiz uma nova visita às quatro amigas.
publicado por Contos dos Leitores da Atrevida às 01:51
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