Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Certificaçao


Certificação

“alguem me sabe dizer como e isso da certificaçao?” – escreveu twoplusone.
Outras linhas de texto entraram antes de tavi conseguir responder:
“se tiveres msn e cam posso certificar”
“msn tenho cam n”
“entao vais ter de enviar copia do bi e foto dos 2”
Outras frases entraram e uma janela de mensagem privada apareceu no monitor de tavi:
“es moderadora certo?”
“certo” – respondeu ela ao casal.
“n temos maq foto e n queriamos mandar copia dos bis”
“não há outra forma para o fazer” – afirmou a moderadora.
“somos de lx se marcassemos 1 cafe? conversavamos um pouco”
tavi preparava-se para enviar uma mensagem negativa quando outra frase surgiu na caixa de mensagem:
“podiamos mostrar os bis somos casados”
Ela ponderou um pouco.
“quando?” – perguntou.
“agora se der jeito”
Olhou o relógio no canto inferior direito do monitor, na barra de ferramentas. Marcava 20:15.
“normalmente certificaçoes ao vivo so nos jantares mas ta bem. onde?
Combinaram no Centro Comercial Vasco da Gama, na entrada do lado do Pavilhão Atlântico, às vinte e duas horas. Apontaram os números de telemóvel.
tavi tomou um duche rápido, jantou e chamou um táxi. Dez minutos antes da hora marcada sentava-se perto da entrada onde haviam combinado. Acendeu um cigarro e aguardou.
Olhou o relógio: 22:01. Não chegou a acabar o pensamento que ia impor um tempo de espera. O telemóvel tocou. Conferiu o número no visor. Levantou-se e olhou em volta. Um homem, um pouco mais novo que ela, bonito, encorpado, bem vestido e aspecto simpático, acenou-lhe com o telemóvel. Ela desligou o seu e começou a aproximar-se, tentando vislumbrar alguém que o pudesse acompanhar. Ficou apreensiva. Pareceu-lhe estar sozinho. Começou a ficar nervosa. Se ele estivesse sozinho...
– Olá – cumprimentou ele, aproximando-se para lhe beijar a face.
Ela consentiu os beijos, mas atirou logo de seguida:
– Onde está o teu par? Se me fizeste perder tempo...
– Calma – interrompeu ele. – Já cá estamos há um bom bocado e ela está lá dentro, foi arranjar mesa para bebermos um café. Eu sou o Paulo – apresentou-se ele.
– Tânia – respondeu ela secamente.
Conduziu-a até às escadas rolantes. O silêncio entre eles contrastava com o ambiente ruidoso do centro comercial. Paulo preferiu não falar até chegarem às mesas, no segundo piso. Dirigiram-se a uma mesa onde se encontrava uma mulher, aproximadamente da mesma idade de Paulo, também bonita, peitos volumosos que se insinuavam num decote generoso, estatura média, bem vestida, mas que não conseguia disfarçar o nervosismo que sentia.
– Sónia, esta é a Tânia. Tânia, esta é a Sónia, minha mulher – apresentou ele. – Como vês não vim sozinho.
Sónia colocou-se de pé e trocaram dois beijos.
– Fiquem à vontade que eu vou buscar café. Três?
As duas mulheres concordaram.
Tânia, apesar de estar mais calma, visto que não fora enganada, manteve o silêncio e observava a área circundante, tentando disfarçar o incómodo. Por muitas vezes que estes encontros se repetissem havia sempre uma tensão implícita. Sónia observava as unhas pintadas, tentando, sem conseguir, disfarçar o nervosismo.
Paulo chegou com as três chávenas fumegantes que distribuiu na mesa. Tirou o bilhete de identidade e colocou-o na frente da moderadora.
– Não é preciso – disse Tânia. Olhou rapidamente o estado civil. Casado. Empurrou delicadamente o documento na direcção de Paulo. – E desculpa aquilo de há pouco. Nem imaginam a quantidade de gente que nos tenta enganar. Alguns conseguem.
– Pronto, já viste que somos um casal. E agora?
– Agora, quando chegar a casa, mudo o vosso nível.
– E vais já embora? – quis saber Sónia.
– Não obrigatoriamente, podemos conversar um pouco. Ainda é cedo e amanhã é domingo.
– És de onde?
– Lisboa. Perto da Praça do Chile. E vocês?
– Moscavide – respondeu Paulo. – Aqui perto.
Terminaram os cafés.
– Bom... vou indo. Vocês ficam?
– Não. Vamos também – declarou Sónia. – Damos-te boleia.
O nervosismo inicial desaparecera.
– Não vale a pena. Vocês vão para um lado e eu vou para o outro.
Insistiram e conseguiram convencê-la. Encaminharam-se para o estacionamento subterrâneo.
Durante a curta viagem conversaram sobre o que faziam, onde gastavam o tempo livre, o trivial.
– Querem subir para tomar um café ou uma bebida? – convidou Tânia, junto à porta do seu prédio.
Paulo olhou a sua mulher. Perante um encolher de ombros desta, aceitou o convite e subiram.
Tânia colocou um filtro na máquina, adicionou seis doses de café e ligou a máquina, indicando ao casal para estarem à vontade. Foi até ao quarto, ligou o computador, voltou à cozinha, onde a água da máquina começava a borbulhar, e colocou três chávenas em cima da mesa, juntamente com o açúcar e três colheres pequenas. No entretanto o café ficou pronto. Encheram as chávenas, adoçaram o líquido e foram até ao quarto.
O computador estava já com todos os programas de arranque em funcionamento e Tânia abriu o Explorer iniciando sessão no Sexyin.
O quarto não era pequeno, mas a enorme cama deixava pouco espaço livre. Para além da pequena secretária do computador e uma estante, ambos aos pés da cama, apenas duas mesas-de-cabeceira compunham a mobília que Sónia observava. Perguntou a Tânia se era casada. Esta viu que Sónia olhava a enorme cama e respondeu que era divorciada, a cama grande era para dormir à vontade.
– Vocês já são nível um – anunciou ela. – Olha, têm um anúncio. Posso ver?
– Claro, se ele aí está é para ser visto – declarou Paulo.
Tânia abriu o anúncio e deparou-se com um pedido de uma mulher para o homem, onde a sua esposa apenas observaria. Havia uma foto do homem em boxers e três respostas.
– E as respostas? Eram interessantes? – perguntou Tânia, clicando na foto para ampliar.
Paulo respondeu que duas eram de gays e a outra era de um hetero a perguntar se não queria antes que lhe papassem a mulher.
A foto excitou um pouco Tânia e perguntou o que realmente pretendiam, qual a fantasia que queriam realizar. Foi Sónia que respondeu:
– Quero assistir ao meu marido com outra mulher, quero que ele se venha por cima dela e depois ir lamber tudo.
Tânia excitou-se com o quadro da cena materializada na sua cabeça. Sentiu-se húmida e os seus mamilos endureceram, tornando-se visíveis na camisola leve que vestia. Sónia reparou no pormenor.
– Parece que gostaste da ideia.
– Quer se dizer... – começou Tânia. Olhou para a foto no monitor e depois para Paulo. – O teu marido é um pão, mas eu não gosto de mulheres.
– Não precisas gostar de mulheres. Só precisas ter sexo comigo – declarou Paulo. Aproximou-se por trás de Tânia e agarrou-lhe gentilmente os seios. Acariciou-os suavemente, apertando os mamilos por cima do soutien e da fina camisola. Tânia inclinou a cabeça para o peito de Paulo e gemeu, fechando os olhos. Fazia já algum tempo que não estava com alguém.
Paulo colocou-a de pé e começou por lhe tirar a camisola que largou no chão. Colocou-lhe os braços à volta do corpo, num abraço, desapertando-lhe o soutien e beijando-a no pescoço. A sua boca subiu para as orelhas, onde se demorou um pouco em carícias de volúpia e parou na boca, beijando-a com sofreguidão. O soutien caiu aos pés dos dois e Paulo deitou Tânia sobre a cama. Os seus seios redondos tornaram-se o alvo dos beijos e carícias. Uma mão desceu até ao ventre, procurando os botões das calças justas que um a um foram sendo desalojados das suas ranhuras. Paulo levantou-se e puxou as calças juntamente com as cuecas fio dental de Tânia, descobrindo a sua vagina depilada e deixando-a completamente nua.
Paulo levantou-se para tirar a sua camisa. Tânia aproveitou para lhe desabotoar as calças e correr o fecho. Baixou-as até aos joelhos, enfiou uma mão pela abertura dos boxers e tirou o membro ainda pouco firme de Paulo para fora. Acariciou-o, primeiro com a mão, fazendo deslizar o prepúcio para trás, depois com os lábios e língua. O pénis ganhou firmeza, aumentando de volume na mão de Tânia e desapareceu na sua boca gulosa. Abriu uma gaveta da mesa-de-cabeceira e retirou um preservativo que colocou no erecto membro de Paulo deitando-se de seguida, como num convite a ser possuída.
Paulo não a penetrou de imediato, mas devolveu-lhe as carícias íntimas com a sua língua, molhando, ainda mais, a já encharcada gruta de Tânia. Soergueu-se, encostou a glande, protegida pelo preservativo, na entrada do ninho de prazer da mulher que gemeu ao ser invadida pelo mastro. Depois de todo alojado no seu interior começou os movimentos de vai e vem em todo o comprimento da sua vara. Palavras entrecortadas começaram a brotar da boca de Tânia num misto de ordens e preces.
Mudaram de posição. Tânia colocou-se de joelhos oferecendo as nádegas a Paulo que a penetrou sem esforço. Só então repararam em Sónia que se havia despido e sentado na cadeira junto do computador. Com um pé apoiado na secretária, acariciava um volumoso seio com a mão esquerda enquanto dois dedos da mão direita massajavam lentamente o clitóris.
A posição em que o par se encontrava, não deixava que o membro de Paulo penetrasse fundo em Tânia. Esta obrigou-o a deitar-se e empalou-se nele de frente para a mulher que continuava a masturbar-se.
– Minha puta! Gostas que eu coma o teu marido? Gostas de mexer na tua cona enquanto eu cavalgo este garanhão? Hem?! Olha p’ra mim a montá-lo! ‘Tás a gostar?
Sónia enfiou dois dedos na sua vagina penetrando-se rapidamente. A outra mão desceu para acariciar o clítoris. Atirou a cabeça para trás e começou a respirar mais depressa com suspiros e gemidos fortes, atingindo um orgasmo rápido que a fez parar e fechar as pernas.
– Já te vieste minha porca?! Eu ainda monto o teu marido! Olha! Podes continuar a olhar!
As palavras de Tânia estavam a deixar Paulo ainda mais excitado e não tardou a sentir o orgasmo a aproximar-se. Aproveitou uma subida de Tânia e desencaixou-se do seu interior quente. Puxou rapidamente o preservativo e veio-se numa abundância de esperma no ventre da amante.
– Foda-se! – exclamou Tânia. – Já te vieste meu cabrão?! Olha que eu ainda não gozei!
– A minha mulher já trata de ti.
Sónia levantou-se, aproximou-se de Tânia, colocou-lhe uma mão no ombro e obrigou-a, com suavidade, a deitar-se. Lambeu vagarosamente os fluidos do marido espalhados no ventre e abdómen de Tânia. E quando nada sobrou, subiu até aos seios que mordiscou docemente.
– AH puta que me mordes! AH! Mas sabe bem!... Continua... Sim...
Começou a descer na direcção do ventre e parou no rapado monte-de-vénus. Mordiscou um pouco e lambeu, insinuando a língua na racha, tocando levemente o clítoris de Tânia. Esta arqueou as pernas abrindo a vagina e expondo os pequenos lábios
– Vai puta! Lambe-me! Chupa-me! Q’rias cona?! Toma cona!
– Foda-se! – exclamou Sónia. – Mete o caralho na boca desta vaca a ver se ela se cala! – ordenou ela ao marido.
Paulo ajoelhou-se sobre a cabeça de Tânia e colocou-lhe o pénis flácido e molhado nos lábios. Esta não se fez rogada e começou a lambê-lo. Ainda pingava restos de sémen e sabia a preservativo, mas a excitação provocada pelas carícias da língua e dedos da outra mulher, fê-la esquecer os sabores estranhos. Paulo pegou-lhe nos tornozelos e puxou-lhe as pernas para cima.
Tânia só deixou de dar ordens e chamar nomes aos dois quando começou a arfar. O orgasmo aproximava-se. A respiração acelerou para compensar o esforço do coração em levar oxigénio a todas as células do corpo cujos nervos ofereciam contínuas descargas de energia numa explosão de sensações que culminou em espasmos e contracções dos músculos e num “FODA-SE” arrastado que se escapou pela boca, ficando a ecoar no quarto.
Quando despertou do seu torpor, já o casal se vestia, preparando-se para partir.
– Então? Já vão?
– Já – respondeu Sónia. – Amanhã temos que fazer logo cedo e não podemos ficar mais tempo.
Tânia vestiu o roupão e preparou-se para os acompanhar à porta.
– Obrigado por nos certificares – disse Paulo.
– De nada. Quando quiserem voltar sabem onde moro e têm o meu número. É só ligarem.
A porta do elevador fechou-se e o aparelho começou a descer. Tânia ainda ficou uns segundos a olhar para o vazio. Definitivamente aquela fora a certificação que melhor lhe soube.

Este conto, à semelhança dos nossos anteriores, é pura ficção.
Foi escrito a pedido da vita e é a ela que é dedicado

publicado por Contos dos Leitores da Atrevida às 15:18
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